terça-feira, 13 de março de 2012

Retorno em três anos e meio

Energia cósmica, desejo de regressão, óh minha amada cidade sem esquinas. Meus bichos, minhas plantas, meus lugares, meus colos – d’aqueles colos cheios de cafunés, que só acontecem nas esquinas inexistentes da minha querida cidade. Levanta, lava, estuda e liga, detestável – quero o palpável o físico presente-materializado aqui em mim como em noites, noites de dois corpos em uma cama para um só. Desafiando leis históricas. Ocupando os mesmos espaços de tempo, sorrisos e lágrimas. Sua companheira não funcionava como alguém normal, entretanto amou-a de tal forma que este amor tornou-se suficiente para os dois. Amam-se como vento e folhas em brisas frescas de verão. Vesti as roupas, amarrei os sapatos, não coube em mim, ele sabe quem sou. Nos doamos, evoluímos um junto d’outro, somos felizes, somos co-autores um do outro neste nosso mundinho verdadeiro meio a-lá Simone e Sartre. O que são distancias  imersas nesse nosso amor?

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